Criação

|

HOME |
Mapa do Site |
Entre em contato |
Outros Links |
Entrada de Sócios


Selecionando o reprodutor
Grandes realizações nas exposições não são o bastante para qualificar um cão como um candidato satisfatório para a reprodução, embora freqüentemente isto inicialmente crie uma demanda para um cão particular.

Acima, foto do bulldog, macho, Stéllfer Taurus, geração STELLFER KENNEL (RS).
Dito isso, todas as pessoas devem se lembrar que o domínio de um cão na pista de exposições não é nenhuma indicação no potencial desse cão dominar a progênie tal como fez um antepassado dele.
Alguns dos mais excelentes espécimes de exposições, quando efetuaram a monta nas melhores cadelas e começam a reproduzir a raça, provaram ser incapazes de procriar filhotes de qualidade. A carreira de um cão de exposições, entretanto é importante, mas, menor parte da atenção deve ser voltada para as exposições e maior consideração deve ser dada à faculdade desse cão poder reproduzir filhotes de qualidade, antes que tentar construir sobre um cão, que reproduz filhotes medíocres, um mito de cão “ideal”, apenas porque ele faz grandes realizações nas exposições. Isso deve ser levado em conta antes de decidir sobre a conveniência de inserir esse macho, particularmente, num programa de criação.
Escolhendo um Bulldog macho para ser reprodutor
O novato recém-chegado na criação da raça cai em certas armadilhas quando tenta corrigir uma determinada falta introduzindo outra falta, por exemplo: acasalando uma cadela com as pernas bastante curtas com um cão com pernas bastante compridas, na convicção de que, com essa cruza, um defeito corrigirá o outro. É claro que isso é incorreto e, se tratando de probabilidades, um acasalamento deste tipo, mais provavelmente irá produzir filhotes que exibem as faltas do pai e a da mãe separadamente – alguns terão as pernas muito altas e alguns apresentarão pernas muito curtas.
Dito isso, deveria ser lembrado, também, que todos os filhotes desses cães, ainda assim, estariam levando nas suas cargas genéticas as faltas de ambos pais. Haveria bastante sorte de sua parte se você conseguisse produzir deste acasalamento um bulldog com o comprimento correto das pernas.
Desde longa data é mais sábio utilizar um bulldog com as pernas na altura correta. Como alguns filhotes tendem a se assemelhar ao pai ou à mãe e, observando essa expectativa como base para ter chances de produzir a altura correta em pelo menos alguns dos filhotes, será bem maior essa chance se, pelo menos, um dos padreadores tiver as pernas no comprimento correto. Esses filhotes também estariam carregando na sua carga genética somente uma falta na altura, que seria a falta da altura exagerada ou falta para a brevidade das pernas.

"Kelloe Comet Hale Bopp na premiação do Best of The Year - KCSP - 2000". Bulldog importado da Inglaterra, EXCELENTE REPRODUTOR, que construiu a história da raça no território brasileiro na presente década, ilustra o artigo
Herança da genética é a melhor das decisões relativo a programas de procriação. Os melhores programas de criação estão baseados no estudo da genealogia. Embora o filhote seja levado em conta a decisão concludente repousará no final das contas naquele único pedaço de papel (pedigre) que, se interpretado corretamente, te informará tanto sobre o potencial do filhote que você entenderá que ele reproduzirá as qualidades que você tanto deseja.
Se você é um principiante, bastante novo na criação (ou no trato com a raça, ou ainda, no estudo da genealogia), isso significa que ainda há muito para você aprender para se assegurar da escolha certa do filhote que será destinado para ser reprodutor. Para começar, estude as ninhadas anteriormente geradas pelos pais deste filhote, que sejam cães mais idosos ou jovens, uma avaliação que será impossível, contudo, para aqueles cães que não tiveram a oportunidade de provar o valor deles como reprodutor.
Esses novatos que acreditam que ganhar exposições confere inquestionável qualidade a futuras ninhadas, com o passar do tempo e com o amadurecimento na vida de criador de cães de raça, normalmente adquirem o conhecimento mais profundo da raça quando cometeram vários erros e induziram outras pessoas a cometer os mesmos enganos.
Um bom cão reprodutor não é aquele que esteve disponível somente para atender uma estação ou duas estações de reprodução. Por isso, cuidadosamente estude a progênie dele e a procriação das cadelas, veja o que ele tem impresso, veja se ele é dominante ou se as cadelas cobertas por ele são as que imprimiram a maior parte de uma ninhada. Preste particular atenção nos filhotes resultantes. Quanto mais tempo um cão ficar reproduzindo mais fácil será avaliar o potencial herdado através dos seus antepassados. Também tome nota de qualquer cão reprodutor oriundo dos canis mais estabelecidos que estão sendo usados regularmente, como estes criadores estão à procura, continuamente, daquele macho de com potencial poder de imprimir qualidade e que seja capaz de produzir algo especial em quase todas as ninhadas, com aparente pouca consideração para a cadela que gerou a ninhada.
Um fato concreto é que nem todos os espécimes tipo “top de exposição” irão produzir boas crias, e acontece que, ocasionalmente, um cão que faz sucesso nas pistas esteja produzido filhotes bastante ordinários em cada ninhada. Quando isto acontece invariavelmente o criador encontra filhotes que não apresentam a semelhança do vencedor e, de fato, freqüentemente surgem vários filhotes com tipos completamente diferentes daquele cão consagrado nas exposições. Essa situação parece acontecer mais nas ninhadas oriundas de certas coberturas em que a habilidade para transmitir as qualidades do antepassado da genealogia em questão já está perdida (desvanecida).
Por isso, é correto imaginar as vantagens de certos sistemas de criação sobre outros. Isso, assumindo, claramente que a genealogia escolhida é baseado numa linha produtora. Um das regras fundamentais, quando consideramos o emprego de velho cão reprodutor, é estabelecer, com grande grau de certeza a possível avaliação dos seus filhotes; aquela possibilidade deste provavelmente não passar qualquer falta de hereditariedade é uma mentira. Isto aplica em qualquer aquisição de cães de raça, quanto mais numa raça tão complexa quanto o Bulldog.
O conjunto de decisões tomadas pelos criadores de Bulldog, hoje, determinará o legado a ser deixado para as gerações futuras. Recebemos problemas que nós enfrentamos no passado recente e estamos enfrentando agora no presente momento. Problemas que estavam contidos no pool genético da raça e que alguns criadores preferiram negligenciar, às vezes porque eles compreenderam que essas questões eram aceitáveis na raça, em lugar de tentar erradica-las. Se nenhuma tentativa for feita para criar a raça removendo esses problemas, assim, dentro de um espaço surpreendentemente curto de tempo eles estarão endêmicos.
Isto se deve ter em mente ao escolher um bulldog reprodutor. Deve ser uma das principais considerações que conduzirá a escolha, antes que financeira ou geográfica, em lugar de conveniência, a raça inteira sofrerá no final das contas como resultado de uma má escolha.
Em Bulldogs, particularmente, onde a demanda para filhotes é constante, sempre há a tentação de usar como reprodutor um cão, simplesmente porque ele vive próximo ao local do canil, isso é uma tendência. É um modo incorreto de começar a desenvolver uma linha de sangue, e, terrivelmente, trata-se de uma falsa economia. Muitos preferem encontrar bulldogs reprodutores nos limites dos seus Municípios, e reproduzem qualquer cão, que resultará, como conseqüência, agrupamentos de criação de cães que produzem filhotes a cada ano para ajudar a inundar o mercado de animais do tipo Pet (animais de estimação), o que não contribui para o aprimoramento da raça.
Autor BCB On-line
em 9/6/2010
|
|